Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI)



Centro Municipal de Educação Infantil Alexandre e Sophia Rasgulaeff

O Centro Municipal de Educação Infantil Alexandre e Sophia Rasgulaeff,  localizado na Alameda João Paulino nº 29, no bairro Jardim Alvorada, no Município de Maringá/Paraná, foi fundado em 28 de setembro de 1977 e inaugurado em 17 de novembro daquele mesmo ano. Recebeu esta denominação em homenagem ao casal Alexandre e Sophia que doou o terreno de 2025 m2 para sua construção.
     O prédio com 749,32 m2, foi construído no final da década de 70, no século XX, pela Prefeitura do Município de Maringá com recursos advindos do Instituto de Assistência do Menor, do Governo Estadual, da Comunidade e da própria Prefeitura, conforme documentação existente.
Após sua construção formou-se a “Associação Comunitária Criança Feliz” composta por senhoras da comunidade maringaense, cuja finalidade desta está expressa no Art. 2º do seu Estatuto que estabelecia:

São finalidades da Associação: a) – Dar condições de pleno  desenvolvimento as crianças matriculadas na Creche, em  ambiente tranqüilo, prestando-lhes assistência alimentar, médica e educacional b) – Propiciar e manter a integração comunidade,família e  creche,através do clube de mães.
                                                             (Estatuto da Associação  Criança Feliz: 1977, 03).

     Assim sendo, além de promover a integração instituição-comunidade deveria manter a também creche Alexandre e Sophia Rasgulaeff financeiramente com recursos advindos de promoções e doações.
     Desde sua fundação até o ano de 2003, esta instituição acompanhou as transformações ocorridas na sociedade e, por conseguinte, na Educação Infantil. Assim, nas décadas de 60 e 70 do século XX com o crescente aumento da presença feminina no mercado de trabalho, cresceram também as preocupações com filhos dos carentes e das mães trabalhadoras. Segundo a imprensa da época, esta instituição foi construída para atender a crianças de famílias comprovadamente carentes e cujas mães trabalham fora, para sustentar ou ajudar a sustentar o lar. (O Diário: 1977).
     De acordo com o livro ata de registro de eventos desta instituição, ano de sua fundação, 1977, foram atendidas somente 20 crianças de berçário até 2dois anos de idade. Em 1978, passou a atender também crianças em idade de 4 a 6 anos em um total de 120, assim distribuídas:

  Sala          Quantidade de alunos                   Idade 
Berçário                     30                        6 meses a 2 anos
Maternal                    30                              2 a 3 anos
Jardim                       30                              4 a 5 anos
Pré-Primário               30                              5 a 6 anos
FONTE: Pesquisa do arquivo do C.M.E.I. Alexandre e Sophia Rasgulaeff.

     Em agosto de 1978, foi cedida uma sala ao Departamento de Educação do Município para atendimento a crianças com necessidades especiais que funcionou até 1981. Em 29 de outubro daquele mesmo ano, foi inaugurado um pavilhão com 200 m2 com o objetivo de proporcionar melhorias ao atendimento às crianças. Este pavilhão foi utilizado no período de 1986 a 1992 para atender crianças de 7 a 14 anos no contraturno, isto é: atendia-se a criança no período contrário ao da escola. Estas crianças em idade escolar, atendidas no período da manhã, tomavam merenda e jantavam. Para este atendimento havia uma professora em cada período e, quanto aos recursos financeiros, foram complementados com produtos advindos do Programa Nacional de Merenda Escolar.
     Não há registro de quantas crianças foram atendidas, tanto em idade escolar quanto aquelas portadoras de necessidades especiais.
     Em entrevista com a senhora Anna Luzia Cordeiro, funcionária que há 23 anos presta serviços neste Centro de Educação Infantil, registrou-se as seguintes informações:
na sua implantação, esta creche contava com a equipe de trabalho  contratada
pela Prefeitura do Município de  Maringá:   1  diretora,  1  supervisora  pedagógica,  1 orientadora educacional que fazia parte da assistência social, 1 secretária, 1 auxiliar administrativo,  1  médico   com   assistência   uma  vez  por  semana,  1 auxiliar de enfermagem, 1 lavadeira, 2 cozinheiras e 4 zeladoras. No berçário trabalhava 1 professora de 4 horas e 3 funcionários de 8 horas. Na turma do jardim 1 professora de 4 horas e 1 funcionária de 8 horas  (...). A contratação era feita assim: a pessoa ia lá na  Prefeitura e dava o nome e era chamado quando precisava. Os  funcionários eram contratados para limpeza e para cuidar das crianças. Só a professora que tinha que ter estudo. Eu mesma trabalhei cinco (5) anos no Bercário (...). Não havia lei que regulamentasse a quantidade de pessoas para atender as crianças. Então, o número de profissionais que prestavam serviços nesta instituição variava de administração para administração (...) às vezes matriculava-se 37 crianças na sala do pré para apenas uma pessoa cuidar (...) às vezes também, só a turma do jardim tinha uma professora, sendo que as outras ficavam aos cuidados da auxiliar de serviços gerais, atendentes ou auxiliares de creche (...). (Anna Luzia Cordeiro Silva: 2001).
     Conforme registro em livro ata desta Instituição, o horário de funcionamento era das 7 horas da manhã às 18 horas da tarde e através de fotos de antigos funcionários, as atividades desenvolvidas eram voltadas essencialmente à saúde, higiene e nutrição. Quanto às atividades pedagógicas, eram planejadas de acordo com as datas comemorativas sendo que o planejamento destas atividades era coordenado pela Fundação de Desenvolvimento Social de Maringá, acompanhado e supervisionado pela Diretoria da “Associação Criança Feliz”, conforme o estabelecido no Art. 17, alínea b do estatuto daquela entidade:

Competirá ao 1º Vice-Presidente (...) atuar na área educacional, supervisionando os trabalhos pedagógicos da creche ALEXANDRE E SOPHIA RASGULAEFF.

                                                                  (Estatuto da Associação Criança Feliz: 1977, 02).

     Para melhor atender as mães que trabalhavam até às 18 horas, o horário de funcionamento a partir do ano 2000, passou a ser das 7 horas da manhã às 18:30 horas.
     Na década de 80, século XX, a luta política estava voltada para a expansão da oferta do ensino fundamental, bem como para a melhoria de sua qualidade. Sobre a Educação Infantil, a questão polêmica que se colocava era referente à sua importância e função.
     As análises que comumente eram feitas a respeito das Políticas Educacionais no que concerne à Educação Infantil, evidenciava como principais, a função de assistência e guarda, de preparação para o ensino fundamental, de compensação e de transmissão de conhecimento.
     Ainda naquela década, os movimentos sociais que afloravam defendiam a importância da educação institucionalizada apoiando-se na influência da escola no processo de sinalização da criança e nos benefícios da escolarização precoce no sentido de preparar e/ou compensar a criança no que se refere ao desenvolvimento de habilidades necessárias à aquisição de conhecimentos. No entanto, a sensibilização maior dos pais acontecia, devido à necessidade imposta pela luta diária em busca da sobrevivência e da importância de programas complementares relativos à educação, à saúde, etc., que liberava parte do esxasso orçamento familiar.
     Assim as lutas sociais referentes à Educação Infantil naquele período, era pela expansão da oferta de atendimento, o que resultou na legitimação da criança como sujeito de direitos sociais frente ao poder público, conforme o estabelecido na Lei 8069 de 13 de julho de 1990 que dispõe sobre o direito da criança e do adolescente.
     A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96, fruto da luta política pela universalização e qualidade da educação pública integrou a Educação Infantil à Educação Básica e legitimou as reivindicaçãoes populares.
     Portanto, no final da década de 90 do século XX, instaurou-se na sociedade, uma nova visão sobre Educação Infantil. Através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96, das Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Infantil e da Deliberação nº 003/96 do Conselho Estadual de Educação, passou-se a exigir das instituições que ofereciam esta modalidade de ensino, novas finalidades e objetivos visando o desenvolvimento integral da criança.  Assim, as atividades pedagógicas desenvolvidas a partir desta data deveriam ser fundamentadas em três princípios básicos: Princípios Éticos, Políticos e Estéticos, saindo então do âmbito da Educação assistencialista e compensatória, considerando a criança como sujeito de Direitos Sociais. Além dos princípios norteadores, a legislação citada determinou que estas instituições passariam a ser denominadas Centro de Educação Infantil.
     Em atendimento ao estabelecimento na Deliberação citada esta Instituição, através da Resolução nº 3116 de 4 de outubro de 2000, passou a ser intitulada “Centro Municipal de Educação Infantil Alexandre e Sophia Rasgulaeff”. No ano de 2001, a Associação Comunitária Criança Feliz foi desativada e este Estabelecimento de Ensino passou a ser mantido integralmente pela Prefeitura do Município de Maringá através da Secretaria da Educação do Município.
     Para atender às necessidades da comunidade local, foram adaptados alguns espaços já existentes e, em 2001, o número de vagas foi ampliado de 120 para 166, conforme tabela:

  Turma           Número de alunos             Idade 
  Berçário                30                    De 0 a l,6 meses
Maternal I               30                De 1,6 meses a 2 anos
Maternal II              16                     De 2 a 3 anos
  Pré I                     30                     De 3 a 4 anos
  Pré II                    30                     De 4 a 5 anos
  Pré III                   30                     De 5 a 6 anos

Total                      166

FONTE: Pesquisa do arquivo do CMEI Alexandre e Sophia Rasgulaeff.

     Porém, as vagas ampliadas não foram suficientes haja vista que a lista de espera registrava um número de 150 crianças desta faixa etária na espera de serem atendidas. Assim, no ano de 2002, com o objetivo de universalizar o acesso e permanência da criança neste Centro de Educação Infantil, o pavilhão de 200 m2 (construído em 1978) e que estava sendo utilizado para fins particulares, foi transformado em 4 salas de aula. Em 16 de setembro daquele mesmo ano o número de crianças matriculadas aumentou de 166 para 255, conforme quadro organizacional (Anexos 1 e 2).
     Também em atendimento ao disposto no Art. 40 da Deliberação 03/96 do Conselho Estadual de Educação que recomenda o número de funcionários e professores atuantes na Educação Infantil, a partir do ano de 2001, os recursos humanos deste Centro Educacional ficou assim organizado:

          Para as salas de alunos de 0 a 3 anos – Berçário e Maternal, 1 professora por turma e 1 auxiliar de creche a cada 8 crianças freqüentes.
         Para as salas de 4 a 6 anos – Pré  - 1 professora por turma e 1 atendente.

     No início da década de 80 do século XX, iniciou-se o restabelecimento das liberdades democráticas e, discussões em torno de questões primordiais como a saúde, o trabalho, a moradia, a educação, etc., vieram à tona e se avolumaram no interior da sociedade que passou a reivindicar de fato a redemocratização das instituições públicas.
     O debate que se iniciava era relevante à transparência na gestão das instituições e na década de 90 do século XX, a caça aos maus administradores, gestores dos bens públicos, intaurou-se na sociedade. Escândalos no INSS, no Congresso Nacional, Impechment do Presidente, etc., foram alguns momentos que marcaram a história da redemocratização brasileira.
     Nas instituições de ensino, as reuniões e fóruns, assembléias e conferências de profissionais da educação, discutia-se novos rumos que o sistema educacional deveria seguir. Os questionamentos que se faziam eram em torno de como tornar a escola básica universal e gratuita? Como garantir o acesso às camadas populares ao conhecimento científico produzido historicamente pelos homens? Como tornar a escola um espaço de resistência à lógica capitalista? Como possibilitar a compreensão da sociedade que a educação interfere sobre ela e pode contribuir para sua própria transformação?
     Urgia, portanto, criar meios que favoreciam a participação da sociedade nos debates, nas tomadas de decisões sobre as atividades desenvolvidas nas escolas. Assim, os conselhos escolares e a eleição para diretores foram mecanismos utilizados para iniciar o processo de participação da comunidade escolar na democratização da escola.

A fragilidade da democracia, fundamentada na participação política da população apenas no momento de eleger seus governantes (...) está em que, assim a população fica privada de processos que durante os períodos de mandatos parlamentares ou governamentais, permitiriam
controlar as ações dos eleitos para tais mandatos, no sentido de atender os interesses das camadas populares.                                         (PARO, 1989).

     Devido a esta fragilidade democrática que Paro se refere era necessário que a sociedade ocupasse de fato os espaços escolares para que a redemocratização das instituições públicas de ensino realmente acontecesse.
     Ocupar espaços significa conhecer o processo administrativo e pedagógico desenvolvido no interior das escolas e interferir nele. E, para que toda comunidade adquira este conhecimento é necessário que se tenha responsabilidade e transparência na gestão da escola.
     Assim, no final da década de 80, do século XX, o Estado Autoritário foi sendo, aos poucos, minado pelos movimentos populares. Tais movimentos reivindicavam uma nova proposta no âmbito Educacional que fosse construída, executada, avaliada e re-elaborada pela comunidade escolar mediante objetivos não alcançados.
     Embora naquele período nas escolas avolumavam-se discussões para a efetivação da ordem democrática em todos os setores da vida pública brasileira, nas instituições que ofereciam a Educação para crianças de zero a seis anos, o autoritarismo, a prática assistencialista, a repressão, ainda perdurava.
     Em depoimentos para registro neste documento, antigos funcionários e membros da diretoria da extinta Associação relataram:

“De repente chegava algum material ou equipamento. Ninguém dizia se era comprado ou doado. Nem preço, nem com que dinheiro, nada era informado”.
                                                                                                        (Célia Lucca, 2001)

“As doações ou promoções eram feitas, mas o dinheiro,quem tomava conta era a diretora.
Ela que definia e sabia o que era prioridade”.
                                                                                                    (Luiza B. Lanza, 2001)

“Eu não tinha conhecimento de como eram gastos os recursos, nem o que era comprado. A diretora mandava eu assinar cheques e eu assinava.”
                                                 (Devanir Lanza, Ex-Presidente da Associação Criança Feliz).

     No início, diretoras das Instituições de Educação Infantil eram nomeadas pelo Prefeito Municipal. Não haviam critérios definidos em lei para tal nomeação, nem para o término do mandato dos diretores. A permanência no exercício desta função era de acordo com os interesses da Administração Municipal.
     Na História dos Centros de Educação Infantil do Município de Maringá, alguns  diretores permaneceram na função por 19 anos e, especificamente nesta Instituição desde sua fundação em 1977 até o ano de 2000, foram indicadas 6 diretoras para desempenhar esta função sendo que uma delas permaneceu no cargo por 15 anos.
     Sendo uma administração verticalizada e centrada na figura do diretor tido como o detentor do saber e do poder, os profissionais de Educação que prestavam serviços nestas instituições, em sua maioria, eram alienados em relação ao conhecimento de seus direitos trabalhistas , de participação em movimentos classistas e aos conhecimentos que envolviam o desenvolvimento da prática educativa.

“No ano de 1990, minha mãe faleceu no município de Ângulo. Tive um dia para velar  minha mãeComo ela foi enterrada no dia seguinte, fui descontada em meu salário. Conversei com a diretora ela disse que era assim mesmo que não tinha lei para me liberar. Só bem mais tarde, através de outras pessoas que trabalhavam  na Prefeitura, fiquei sabendo que eu tinha direito a sete dias de licença.”                                                               (Luiza   Dias Santana, 2001) 

“Foi em 1999. Meus pais sofreram um acidente e ficaram,os dois, inutilizados sobre a cama. Pedi um mês de atestado  para acompanhamento. No final daquele mês a Diretora ligou para mim e disse que se eu não voltasse seria  exonerada. Na semana de meu retorno, de tanto erguer o meu pai e minha mãe da cama para a cadeira ou sofá, meu pulso abriu. Fui para a Santa Casa, o médico enfaixou meu braço e me deu um atestado para 5 dias. Eu joguei o atestado fora e vim trabalhar. Eu sentia muita dor, mas não podia ser mandada embora.”
                                                                                                 (Célia Lucca, 2001)

“Greve? A gente não participava destas coisas. Sempre quando tinha greve, a gente sabia, mas o sindicato não podia entrar aqui para esclarecer nossos direitos. Se fizesse greve as pessoas ficavam tirando sarro e a  Diretora ficava brava com a gente.”
                                                                                               (Luiza Dias Santana, 2001)

“Hoje eu tenho consciência de que trabalhava para a manutenção de uma sociedade seletista, excludente e individualista, mas naquela época eu achava que estava fazendo o certo.” 
                                                                                                  (Elianara Villa Nova, 2001)
 

     Mesmo não havendo um movimento popular específico em prol da Educação Infantil, ela foi contemplada quando as Diretrizes da Educação Nacional foram reformuladas na sua totalidade.
     A integração desta modalidade de ensino aos Sistemas Estaduais ou Municipais de ensino é esclarecida no Art. 17, inciso I, no Art. 18 incisos I e II e no Art. 89 da Lei 9394/96, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
     Em cumprimento à legislação citada, a Secretaria da Educação do Município de Maringá assumiu em 2000 a despesa referente ao quadro de funcionários e, no ano seguinte, responsabilizou-se também por todas e quaisquer despesas necessárias ao funcionamento deste Centro de Educação Infantil.
     Além de suprir todas as necessidades financeiras desta Instituição, a Secretaria da Educação do Município passou, a partir de 2001, a coordenar todas as atividades desenvolvidas neste Centro, tendo suas ações voltadas para garantir a qualidade do atendimento, o acesso e a permanência da criança.
     Até o ano de 2001, parte dos profissionais que prestavam serviços neste Centro de Educação Infantil era oriunda de firmas tercerizadas, gerando rotatividade o que comprometia a qualidade do atendimento. Em 2001, a Prefeitura Municipal de Maringá, realizou concursos públicos para todos os cargos necessários aos trabalhos desenvolvidos nos centros. Além de serem concursados, os profissionais passaram a participar de cursos de capacitação em formas de seminários, palestras, reuniões pedagógicas e, juntamente com a coordenação deste centro realizam bimestralmente o planejannto das atidades a serem desenvolvidas.
     A Gestão democrática, reivindicação popular da década de 80 doséculo XX, também foi legitimada e garantida através da Legislação elaborada.
     A Constituição Federal promulgada em 1988 no seu Art. 207, inciso VI estabelece que as Instituições Públicas de Ensino devem adotar:
     Gestão democrática do ensino público, na forma da lei
Em consonância a este Art., a Conastituição Estadual de 1989. Art. 177, inciso VII, estabelece:
     Gestão democrática e colegiada das instituições de ensino mantidas pelo Poder Público Estadual, adotando-se Sistema eletivo, direto e Secreto, na escala dos dirigentes, na forma de lei;
     O disposto nas duas Constituições foi reafirmado no Art. 3º  da Lei nº 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, inciso VIII:
 Gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da Legislação dos sistemas de ensino.

     Normatizando a legislação citada, o Conselho Estadual de Educação através da Deliberação 016/99, de 1999, no parágrafo único do Art. 5º, recomenda:
(...) a adoção de órgão colegiado, de direção em atenção ao princípio da democratização da gestão escolar.

     Em atendimento à legislação em vigor, a Secretaria da Educação do Município de Maringá, adotou a gestão democrática e colegiada para os Centros de Educação Infantil.
     Para dar início à nova proposta de trabalho, no ano de 2001, foi indicada uma diretora para este Centro de Educação Infantil com mandato determinado para um ano. No decorrer daquele ano foram realizadas com toda comunidade que compõe este Centro, reuniões assembléias, encontros, etc. Com o objetivo de dinamizar a participação e implantar o Conselho do Centro como um instrumento de democratização da gestão.
     Neste processo de democratização das instituições públicas de Educação Infantil, foi adotado pela Secretaria de Educação de Maringá no ano de 2002, também a prática da eleição para diretores, sendo que neste Centro Educacional a mesma não ocorreu, pois não se cumpriu o critério estabelecido em lei. Assim, a Diretora,  a exemplo do acontecido no início de 2001 e dos anos anteriores foi novamente indicada pelo Prefeito Municipal para o Biênio 2002/2003.
     O primeiro Conselho desta Instituição foi constituído em 29 de novembro de 2001 para o exercício de um ano. Composto sob o critério da paridade por pais, professores e funcionários, o Conselho é um  órgão colegiado e tem por atribuição colaborar com a Direção, opinando, analisando e/ou apresentando sugestões para melhorar a qualidade dos serviços prestados à comunidade.
     No ano de 2002, a atuação do Conselho deste Centro de Educação Infantil ficou restrita a participação dos pais em eventos ou aprovações de gastos de verbas recebidas. Os desafios que se apresentam na atualidade é implementar ações que visem a prática educativa e a melhoria da qualidade de ensino.
     No início do mês de dezembro do ano de 2003 até meados de julho de 2004,, novamente, o Centro passou por reformas e ampliações feitas pelo Governo Popular, sendo  construídas mais duas salas de aulas para atender maior número de crianças que estavam aguardando  na lista de espera.
     No governo Crescendo com Cidadania (gestão 2005/2008), este centro passou por uma reorganização interna de espaços, visando diminuir a lista de espera, pois a  demanda no bairro, devido à localização, é muito grande. O atendimento passou de 280  para 320 crianças, permanecendo este atendimento até o final de 2007, garantindo a mesma qualidade.
     Os desafios que se impõem atualmente é de organizar as instituições que oferecem a Educação Infantil de forma que esta modalidade de ensino seja universalizada, é de garantir que os sujeitos que nelas constroem o conhecimento tenham a possibilidade de refletir sobre a realidade vivida, sobre os espaços ocupados e as ações neles praticadas, sobretudo, o bem estar da criança, promover seu desenvolvimento físico, motor, intelectual, emocional, moral e social, ampliar suas experiências e estimular seu interesse pelo processo do conhecimento do ser humano, da natureza e da sociedade, sem deixar de perceber que a criança necessita de abrigo, segurança física e psicológica, carinho, companhia, proteção do adulto, incentivo e amor.
     No primeiro semestre de 2009, governo Crescendo com Cidadania ( gestão 2009/2012) novamente, o Centro iniciou reformas e ampliações, objetivando maior atendimento à comunidade, bem como visando proporcionar melhorias nos ambientes de ensino e aprendizagem e consequentemente, maior conforto e segurança para as crianças, educadores e funcionários. Durante a reforma o Centro passou a atender às crianças em locais próximos, sendo uma casa onde se instalou a secretaria do Centro e as crianças do berçario  e maternais I e II e um sobrado atendendo as crianças dos prés I e II. A coordenação pedagógica do Centro, juntamente, com a assessoria pedagógica da Secretaria da Educação, em reunião com os pais, deixaram em aberto quanto a horários onde as mães teriam a liberdade para trazer/buscar a criança de acordo com a sua necessidade;
     O C.M.E.I. Alexandre e Sophia Rasgulaeff reiniciou suas atividades com as crianças, neste local, no dia 17 maio de 2010, contando com 10 turmas, num total de 285 crianças matriculadas, sendo: 1 turma de berçário I – 25 crianças, 2 turmas de berçário II – 50 crianças, 2 turmas de maternais – 60 crianças, 3 turmas de pré I – 90 crianças, 2 turmas de pré II – 60 crianças. Para este atendimento estava sendo disponibilizado as seguuintes funcionárias: diretora, supervisora e orientadora educacional, secretaria, 5 professoras, 8 educadoras infantis, 9 auxiliares de creche, 2 cozinheiras, 1 lactarista e 4 auxiliar de serviços gerais.
     No dia 28 de maio de 2010, às 09:30 hs foi realizada a cerimonia de reinauguração das novas instalações do C.M.E.I. Alexandre e Sophia Rasgulaeff, onde contamos com a presença do Roberto Pupim, vice prefeito, Secretária da Educação Márcia Socreppa  e  sua equipe, e comunidade local. Após a bênção religiosa e discurso de autoridades, as crianças apresentaram a coreografia “Hino do Jardim Alvorada”, onde a comunidade pode acompanhar cantando junto às crianças o hino do seu bairro, sendo esse o objetivo da apresentação, divulgar e valorizar o hino, o qual todos os presentes receberam a letra do mesmo junto ao histórico do Centro – 1977 – 2010.
     Após reforma e ampliação o Centro de Educação Infantil  passou de 1.054,47 m2 para 1.843,37 m2 de construção, com  capacidade para atender 360 crianças, distribuídas em treze turmas. Atualmente, contamos com ambientes favoráveis para desenvolver  o trabalho de forma lúdica, prazerosa e permeado pela afetividade, visando o desenvolvimento pleno das crianças.

IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO

01. Centro Municipal de Educação Infantil Alexandre Sophia Rasgulaeff
02. Alameda Drº João Paulino Vieira Filho esq/ com São Lourenço s/n, Qd 51 – Jardim Alvorada -  Cep 87033-450
03. Maringá – Paraná
04. Telefone 3901-2310 / 3901-2295
05. E-mail:alexandrerasgulaeff@maringa.parana.gov.br
06. Administração Pública / Municipal
07. Núcleo Regional Estadual de Maringá
08. Prefeitura do Município de Maringá
09. Localização Urbana

 

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