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Formação de novos árbitros de Bocha Adaptada no PARAJAPs: um impulso para o desenvolvimento do esporte

Os Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná, PARAJAPs, proporcionam uma série de experiências para todos os atletas de alto rendimento presentes. Entretanto, quem acha que a bagagem adquirida com essas experiências se restringe aos esportistas está enganado. Neste PARAJAPs, em Maringá, aconteceu a formação de novos árbitros regionais de Bocha Adaptada pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes, a ANDE.

O curso foi ministrado pelo coordenador da arbitragem da ANDE, Alexsandro Alonso de Faria Lautherbach, que é árbitro desde 2001 e árbitro Internacional desde 2006 da BISFed (Boccia International Sports Federation). Alex apresenta um currículo invejável, arbitrando, inclusive, final de Paralimpíada, e serve de espelho para os novos árbitros formados.


A trajetória de Alex, no esporte, começou de uma forma muito similar com a dos novos árbitros formados no PARAJAPs. Durante o curso de Educação Física surgiu a oportunidade e ele a abraçou. “Eu já sou árbitro de outras modalidades olímpicas e não conhecia muita coisa de paradesporto. Aí quando eu estava na faculdade uma professora, que era de adaptada, chamou a gente para fazer um curso e foi o primeiro curso de Bocha Adaptada que foi dado no Brasil. Aí fui, primeiramente pela curiosidade e para conhecer outra modalidade, e a partir dali foi amor e fui galgando espaços até hoje”, comenta o coordenador da arbitragem.

Com uma grande bagagem, Alex relembra de duas partidas que marcaram muito sua carreira como árbitro. Uma foi a final da Paralimpíadas de Londres e a outra foi a primeira partida transmitida ao vivo no Brasil. “A minha mais marcante não tem como ser outra a não ser a final em Londres da classe BC1 onde tinha um londrino jogando contra um tailandês com 6 mil pessoas dentro do ginásio e só o meu jogo acontecendo. Uma final de Paralimpíada não tem como não ser o mais marcante, embora, em 2008, na volta de Pequim, eu tenha feito também um jogo muito importante de final do Campeonato Brasileiro aqui da classe BC4 onde tinha Eliseu e Dirceu, que tinham acabado de serem medalhistas de ouro em Pequim e, acabando de chegar no Brasil, fizeram a final do brasileiro. Foi a primeira vez que a Bocha foi transmitida ao vivo pela SportTV e eu arbitrei esse jogo, então também foi muito marcante na minha vida”, declara Alex.

A ideia da realização do curso de arbitragem nesta 6ª edição dos Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná surgiu com o objetivo de qualificar cada vez mais os árbitros paranaenses, o que deixou o coordenador de árbitros da Associação Brasileira de Desporto para Deficientes contente, por vir de encontro com a visão e os propósitos da entidade. “Foi um pedido do professor Décio e do professor Mario Sérgio, que tem o interesse de qualificar cada vez mais a arbitragem aqui no Paraná. Isso vem de encontro com o que a ANDE hoje pensa, que é qualificar e fortalecer cada vez mais a arbitragem dos estados com quantidade e qualidade”, afirma.

Uma das árbitras recém-formada no curso, Ana Paula Juvedi Trindade, teve um ingresso similar ao de Alex na carreira. “Eu sou acadêmica de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá, e o meu professor de Bocha Adaptada, professor Décio Calegari, me apresentou em uma das aulas comentando sobre o curso que o projeto dele estava oferecendo e colaborando. Então surgiu o meu interesse e ele falou a mesma coisa que o Alex falou aqui, que é um cavalo encilhado passando na sua frente, ou seja, uma oportunidade única que só entra quem tem coragem e eu me interessei muito no conhecimento que esse esporte poderia trazer e eu me identifiquei muito, gostei e pretendo seguir em frente na carreira” revela Ana Paula, que também exalta o alto nível dos competidores.

O medalhista paralímpico, Marcelo dos Santos, disputou a competição e, com toda a experiência que tem como atleta, elogiou o trabalho de todos os novos árbitros que atuaram nos PARAJAPs. “Esses novos árbitros tiveram um excelente desempenho, até porque foram muito bem orientados pelos árbitros experientes que a gente tem aqui, inclusive o Alex que está à frente na Associação Brasileira. Então, mesmo tendo árbitros que estão começando agora, não tivemos nenhum problema e eles foram elogiados”, finaliza Marcelo.

Muito empolgado com a atuação dos árbitros, Alex frisa a ajuda no desenvolvimento da modalidade que essa formação pode trazer. “Eu acredito que a formação de novos árbitros vai contribuir muito, até com competições novas que podem surgir, pois não precisa importar tantos árbitros de outros estados, o que torna o custo mais baixo, mas sem perder qualidade técnica, e com mais competições, maior o desenvolvimento”, destaca Alex.

A equipe de novos árbitros regionais formados pela ANDE no PARAJAPs conta com os seguintes nomes:
Ana Paula J Trindade
Dayani C Barbosa
Guilherme Matias da Silva
Ivo RIcardo Miguens de Azevedo
Izabela luiza souza de castro
Marcelen Lopes
Matheus Augusto Rodrigues



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Os Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná, PARAJAPs são promovidos pelo Governo do Paraná por meio da Secretaria do Esporte e Turismo e com o apoio do município de Maringá.

COM/JAPs 2017
Thiago Chas
thiagochas@gmail.com
+55 41 99893-4946

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