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Dengue
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19 de Novembro de 2020
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Levantamento do Índice de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa) é realizado em Maringá
 
 
Diretoria de Comunicação
 
Equipes seguem com trabalho intenso na cidade para evitar a disseminação da dengue. Clique para ampliar a foto
Equipes seguem com trabalho intenso na cidade para evitar a disseminação da dengue.
Aldemir de Moraes / PMM
A Gerência de Vigilância de Zoonoses e Vetores, responsável pelo Programa Municipal de Controle da Dengue, informa que realiza a cada 3 meses o Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti —LIRAa. O estudo é feito para acompanhamento do Índice de Infestação Predial (IPP) do município, definido por área de abrangência de cada Unidade Básica de Saúde (UBS), e gerando informações em tempo oportuno para aumentar a eficácia do controle do “mosquito-da-dengue” nos trabalhos de rotina da Vigilância.

Em Maringá, o estudo ocorre nas primeiras semanas dos meses de janeiro, abril, julho e outubro e auxilia nas estratégias de controle do Aedes aegypti, informando quais os locais com maiores IPPs e definindo os principais locais de proliferação, direcionando assim as ações para as áreas apontadas como mais críticas.

O último levantamento da Secretaria de Saúde foi realizado entre 5 a 9 de outubro de 2020, com índice de infestação geral de 0,6%, considerado baixo e justificado, principalmente porque houve poucas chuvas neste período.

No percentual de índice por área de abrangência das Unidades Básicas de Saúde, os bairros adjacentes à UBS Grevíleas registraram maior índice com 1,9%, seguido da UBS Olímpico e Maringá Velho com 1,7%, da UBS Alvorada III com 1,5% e UBS Alvorada I com 1,1%. Outras regiões apresentaram índices abaixo de 1%.

Cerca de 48% dos criadouros de Dengue foram encontrados em lixos, 20% em  vasos, frascos, pratos e bebedouros, e 15% em tanques, poços, tambores e barris, os 17% restantes são depósitos naturais, tais como poças d′água, troncos de árvores e outros. 

A Gerente de Vigilância de Zoonoses e Vetores, Suelen Teixeira Faria, explica que a Prefeitura de Maringá utiliza os dados do LIRAa para definição de estratégias e ações em áreas de abrangência para detectar a presença do mosquito Aedes Aegypti.

“Se uma determinada área está com alto risco ou médio risco, nós intensificamos as ações, deslocando mais agentes para aquele local, realizando um trabalho de conscientização por meio de materiais gráficos e reuniões com líderes comunitários destas localidades”, explica a gerente. 

O que é LIRAa?

O LIRAa é uma atividade que foi criada pelo Ministério da Saúde em 2002. Ela permite a identificação de áreas com maior proporção/ocorrência de focos, bem como dos criadouros predominantes, indicando o risco de transmissão de dengue, febre de chikungunya e zika vírus. A atividade é realizada por meio da visita a um determinado número de imóveis do município, onde ocorre a coleta de larvas para definir o Índice de Infestação Predial (IIP). 

Para que serve o LIRAa?

É um método de amostragem que tem como objetivo o conhecimento de indicadores entomológicos de forma rápida e oportuna. Nele é possível observar os índices de infestação predial, o índice de densidade nos criadouros inspecionados e quais são os criadouros predominantes.
 
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